Procuro 
  Onde 

você está em:

Belo Horizonte

Informações de Belo Horizonte

Belo Horizonte é uma mistura de tradição e modernidade e destaca-se pela beleza dos seus conjuntos arquitetônicos e uma rica produção artística e cultural. É a sexta cidade mais populosa do país e já foi indicada pelo Population Crisis Comitee, da Onu, como a metrópole com melhor qualidade de vida na América Latina e está entre as 100 melhores cidades do mundo.

Foi a primeira cidade planejada no Brasil, projetada pelo engenheiro Aarão Reis entre 1894 e 1897. Elementos chaves do seu traçado incluem uma malha perpendicular de ruas, cortadas por avenidas em diagonal, quarteirões de dimensões regulares, visadas privilegiadas, e uma avenida em torno de seu perímetro (Avenida do Contorno). Outro aspecto interessante do projeto original é a abundância de parques e praças, com um grande parque municipal na área central.

A ocupação da região se deu duranta a expansão paulista, que cresceu com a descoberta de ouro, quando então o bandeirante João Leite da Silva Ortiz ocupou, em 1701, terras onde estabeleceu a fazenda do Cercado, base do núcleo do Curral del-Rei. Este cresceu ou diminuiu, pela instável divisão administrativa e religiosa. Nas fraldas da Serra do Curral, em 1750, por ordem da Coroa, foi criado o distrito de Nossa Senhora da Boa Viagem do Curral, então sede da freguesia do mesmo nome instituída, de fato em 1718, em torno de capela ali construída pelo Padre Francisco Homem, filho de Miguel Garcia Velho. A freguesia foi oficializada em 1748. Em 1890, o arraial, do município de Sabará, tomou o nome de Belo Horizonte. Com a República e a descentralização federal, as capitais tiveram maior relevo: ganhava vigor a idéia de mudança da sede do governo mineiro, pois a antiga Ouro Preto era travada pela topografia. Assim, foi indicada Belo Horizonte, com o nome de Cidade de Minas.

O apogeu de Ouro Preto perdurou até o fim do século XVIII, quando as jazidas esgotaram-se e o ciclo do ouro deu lugar à pecuária e agricultura, criando novos núcleos regionais, inaugurando uma nova identidade estadual.

Ao final do século XIX, o ferro ganha grande importância no cenário econômico mundial e inaugura um novo ciclo econômico em Minas, o ciclo do ferro. A região de montanhas negras que vai de Ouro Preto à região do Curral Del Rey, de reservas próximas aos 15 bilhões de toneladas de minério de ferro, formam um local conhecido como Quadrilátero Ferrífero.

Concomitantemente, a então capital de Minas Gerais, a cidade de Ouro Preto, apresentava dificuldades de acomodar uma expansão urbana, devido à sua localização. Isso gerou a necessidade da transferência da capital para outra localidade. O Congresso Mineiro reunido em Barbacena, em sessão de 17 de dezembro de 1893, indicou pela lei n. 3, adicional à Constituição do Estado, as cidades de Juiz de Fora, Barbacena, Várzea do Marçal, Paraúna e Belo Horizonte como locais propícios à instalação da nova capital, depois que se ouvisse o parecer da Comissão Construtora, chefiada pelo engenheiro Aarão Reis, que optou por Belo Horizonte. Seu território foi desmembrado de Sabará e inicialmente foi denominada Cidade de Minas. A capital do estado foi oficialmente transferida em 12 de dezembro de 1897 durante o governo de Crispim Jacques Bias Fortes, já com o nome de Belo Horizonte.

Pelas proclamadas virtudes de seu clima, a cidade tornou-se atrativa, especialmente para o tratamento da tuberculose: multiplicaram-se os hospitais, pensões e hotéis, mas até 1930 exerceu função quase estritamente administrativa. Foi também na década de 1920 que surgiu em Belo Horizonte a geração de escritores de raro brilho que iria se destacar no cenário nacional. Carlos Drumond de Andrade, Ciro dos Anjos, Pedro Nava, Luís Vaz, Alberto Campos, Emílio Moura, João Alphonsus, Milton Campos, Belmiro Braga e Abgar Renault se encontravam no Bar do Ponto, na Confeitaria Estrela ou no Trianon, para produzir os textos que revolucionaram a literatura brasileira.

Nos anos 30, Belo Horizonte se consolidava como capital, não isenta de críticas e de louvores. Deixava de ser uma teoria urbanística para ser uma conquista humana, algo para ser não somente visto, mas para ser vivido também.

As construções que mais marcaram este período são o Cine Brasil, de 1931; o Edifício Chagas Dória, de 1934, do arquiteto Alfredo Marestrof; o Edifício Ibaté, de 1935, de Ângelo Murgel; a Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, de 1935, de Luís Signiorelli; o Edifício SULACAP, de 1941, de Roberto Capello com sua interessante articulação com o Viaduto de Santa Teresa; o Edifício Acaiaca, de 1943, de Luís Pinto Coelho; o Hospital da Santa Casa, de 1946 e o Edifício do Banco do Brasil, de 1942, ambos de Raffaelo Berti.

Belo Horizonte possui o quinto maior PIB entre os municípios brasileiros, com o valor aproximado de 28,4 bilhões de reais e um PIB per capita de R$ 11.951,00, em 2005. O setor terciário (serviços e comércio) contribui com 80% da riqueza produzida no município. O setor industrial corresponde ao restante do PIB. Praticamente não existe setor agropecuário na cidade.

A Região Metropolitana de Belo Horizonte possui o quinto maior parque produtivo da América do Sul, com destaque para a indústria automobilística e de autopeças, siderurgia, eletrônica e construção civil, com um PIB de cerca de 62,3 bilhões de reais, em 2005.

Está entre os sete municípios com a melhor infra-estrutura do país. Posicionada em um eixo logístico do Brasil é servida por uma malha viária e ferroviária que a liga aos principais centros e portos do país. Recebe vôos nacionais e internacionais através do Aeroporto de Confins e vôos nacionais e regionais através do Aeroporto da Pampulha.

Com um diversificado setor de comércio e da prestação de serviços e contando com uma desenvolvida rede de hotéis, restaurantes e agências bancárias, Belo Horizonte é um dos principais pólos de turismo de negócios do país e desde a inauguração do Expominas, o mais moderno centro de convenções da América Latina, sedia importantes eventos nacionais e internacionais como a 47ª Reunião Anual do BID em 2006.

Belo Horizonte é também o Portão de Entrada para cidades históricas mineiras como Ouro Preto, Mariana, Sabará, Caeté, Santa Luzia, Congonhas, Diamantina, São João del-Rei e Tiradentes.

Surgiram em Belo Horizonte movimentos culturais de expressão internacional.

Na música, merecem destaque o coral Madrigal Renascentista, o movimento Clube da Esquina (do qual fazem parte Milton Nascimento, Beto Guedes, Lô Borges, dentre outros), Paulinho Pedra Azul, Paula Santoro, Makely Ka, e as bandas musicais 14 Bis, Jota Quest, Cartoon, Pato Fu, Sepultura, Skank e Tianastácia.

No teatro, devem ser lembrados o Grupo Galpão, Espanca! e o Giramundo Teatro de Bonecos. Possuem também renome internacional, na área da dança o Grupo Corpo, Grupo 1º Ato. Aqui também surgiram para o Brasil dois nomes conhecidos do teatro de humor brasileiro: Saulo Laranjeira (natural de Pedra Azul) e Geraldo Magela.

Fonte: Wikipedia